Fake News: como se proteger.

Até há pouco tempo, quando queríamos ficar sintonizados com os acontecimentos do momento, recorríamos aos (já quase saudosos) jornais de papel ou a programas jornalísticos na TV.

Estes, ainda que com todas as falhas que o trabalho humano pode muitas vezes apresentar, eram tomados como fonte de informação e atualização sobre o mundo que nos cerca.

Ocorre que, com o advento da internet e a quantidade exacerbada de informações advindas deste meio, nem sempre conseguimos acompanhar, com critérios sérios de validação, este fluxo de informações.

Mais ainda: além do excedente informativo, outro fenômeno característico, uma espécie de efeito colateral fruto da falta de rigor na checagem dos fatos e, por vezes, da própria má-fé mesmo de alguns, temos lidado com um outro tipo de problema: as fake news – creio que o termo já está tão disseminado que dispensa qualquer descrição.

O acesso rápido e relativamente cômodo às informações, somado à necessidade cada vez maior por parte dos meios de comunicação de prender os leitores a um espaço informativo resulta, muitas vezes, em déficit crítico ou, em outras palavras, falta-nos tempo para uma verificação mais apurada das informações que nos chegam.

Sem contar que (e este é um problema maior), muitas destas informações nos chegam via redes sociais – WhatsApp principalmente – sem qualquer filtro ou responsabilidade de um profissional.

O problema é grande e sério e tem influenciado profundamente nossa vida, a ponto, inclusive, de decidir rumos de eleições (pra ficar só num exemplo) por todo mundo.

Pra tentar ajudar a sanar esta questão, surgiram as chamadas agências de fact-checking (ou checagem de fatos), “isto é, um confrontamento de histórias com dados, pesquisas e registros”*.

“Se um político jura que nunca foi acusado de corrupção, há registros judiciais que atestarão se é verdade. Se o governo diz que a inflação diminuiu, é preciso checar nos índices se isso realmente ocorreu. E se uma corrente diz que há um projeto de lei para cancelar as eleições, é preciso conferir nas propostas em tramitação se essa informação é real.”*

Agência Pública

“Fundada em 2011 por repórteres mulheres, a Pública é a primeira agência de jornalismo investigativo sem fins lucrativos do Brasil. Todas as nossas reportagens são feitas com base na rigorosa apuração dos fatos e têm como princípio a defesa intransigente dos direitos humanos.”

Em tempos de crise como o nosso, uma atitude bastante saudável, em todos os sentidos, é verificarmos a procedência dos veículos que utilizamos como referência para montar nosso quadro a respeito da realidade.

Para além da má-fé clara da parte de alguns propagadores das chamadas fake-news, com intuito de gerar ruídos na comunicação dos fatos à sociedade por conta de interesses pessoais, cabe a todos – já que, de certo modo, somos hoje todos produtores de conteúdo midiático – a checagem dos dados que passamos adiante.

Neste sentido, as agências de fact-cheking, são grandes ferramentas e aliados.

Conheça melhor o trabalho da Agência Pública aqui

*as citações acima foram extraídas da matéria de 21/06/2017 de autoria de Bruno Fonseca e está disponível, na íntegra, aqui

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