O poder da gratidão no minimalismo

O poder da gratidão no minimalismo é a chave mestra que todo minimalista iniciante precisa virar.

Normalmente, uma das principais ações no minimalismo é o destralhe. Contudo, durante o exercício de desapego devemos tomar cuidado para não sentirmos desprezo pelas coisas que estão indo embora. Pelo contrário, devemos agradecer pelo tempo que essas coisas nos serviram.

Desapegar é o exercício conscientemente de reconhecer que não é mais necessário em nossa vida, sejam coisas, compromissos ou pessoas. Contudo, o minimalismo não se resume apenas ao ato de desapegar, ou seja, não adianta destralhar para em seguida justificar a vontade de consumir.

Temos que tomar cuidado, pois o nosso ego é hábil em nos ludibriar. O que estou querendo dizer é que temos ampliar na nossa visão sobre gratidão, depositando-a sobre três dimensões no minimalismo.

No minimalismo, devemos ser gratos pelo que sai, pelo que fica e pelo que entra.

Gratidão pelo que entra

A gratidão pelo que entra gera muita satisfação, pois estamos entrando em contato com algo novo, que nos enche de euforia, além do reforço positivo da conquista. Contudo, esse é o ponto que devemos ter mais atenção, pois qualquer descuido, pode fazer com que nos percamos no consumismo, indo a atrás da gratidão instantânea e descartável.

Gratidão pelo que sai

A gratidão pelo que sai é muito importante, pois nos ajuda a perceber o quanto fomos agraciados pela vida. O maior desafio é suportar a dor do que sai da nossa vida sem a nossa vontade. Estou falando sobre a perda, qualquer tipo de perda. É óbvio, que a perda das pessoas que amamos é a mais dolorida. E durante os primeiros momentos de luto, para muitos de nós é muito difícil pensar em gratidão. Contudo, a gratidão tem o poder de cura durante o luto.

Gratidão pelo que fica

A gratidão pelo que fica ou pelo que temos, é sem dúvida a mais importante de todas. Todavia, é justamente nela que mais pecamos. O pensamento de escassez que nos deixa com uma sensação continua de falta, anula a nossa capacidade de agradecer pelas coisas, pessoas e situações da nossa vida. Infelizmente, passamos a dar valor quando perdemos.

Defendo que não existe minimalismo sem gratidão, como também não existe felicidade sem gratidão. Pessoas ingratas não conseguem se sustentar no caminho minimalista, pois viverão escorregando nas armadilhas de ego insatisfeito.

Por tudo isso, eu valorizo demais a gratidão. Para mim ela é um manifesto de amor.

Compartilho com vocês o pensamento atribuído a LAO TZU para reforçar a minha visão:

Se depender de outras pessoas para se realizar, você nunca se sentirá verdadeiramente realizado. Se sua felicidade vier do dinheiro, nunca ficará feliz com você mesmo. Fique contente com o que tem; alegre-se com as coisas como são. Quando compreender que nada está faltando o mundo inteiro será seu.

Gratidão acontece quando estamos atentos

Entendo que feliz é aquele que consegue estar por inteiro quando os momentos felizes acontecem. E são milhares ao longo da vida. Infelizmente, muitos não os reconhecem e os deixam escapar pelos dedos. Por que isso acontece? A minha hipótese é que elas vivem em estado contínuo de insatisfação, sem capacidade de agradecer.

É triste desperdiçar a vida sem reconhecer a felicidade quando ela se apresenta e ser ingrato por aquilo que se recebe.

Gratidão no minimalismo

Sugestão de leitura sobre o poder da gratidão

Neste texto gostaria de recomendar o livro de M. J. Ryan, autora do livro O Poder da Gratidão. Para quem está trilhando o caminho do minimalismo, esse livro é inspiração pura.

Normalmente, tendemos a ficar presos ao que nos falta – um emprego melhor, um relacionamento estável, uma casa mais maior, um corpo mais atlético – e deixamos de aproveitar o que já conquistamos. Além disso, o poder da gratidão no minimalismo nos faz mudar de perspectiva, levando-no a perceber os milagres quotidianos à nossa volta.

O que nos traz esse sentimento constante é o pensamento de escassez. Eu já falei sobre isso no meu artigo Como o pensamento influencia a esperança? Vale a pena a leitura.

Gosto muito da seguinte frase de Ryan:

A verdadeira gratidão é um transbordamento espontâneo do coração diante da beleza da vida em todos os seus aspectos e uma decisão consciente de olhar tudo o que há de bom e positivo no mundo. M. J. Ryan

O poder da gratidão no minimalismo

Minimalismo é a arte de simplificar a vida e encontrar felicidade em tudo que a permeia, agradecendo tudo, inclusive as coisas que por algum motivo não dão certo em nossa vida. Não é deixar de buscar o melhor, contudo, esse melhor é o que cada um entende como suficiente para si, sem pressão, sem cobrança.

É triste ver pessoas que não sabem sequer o que lhes que proporciona felicidade. Pessoas inquietas, que fazem um grande esforço, gastam muita energia, mas nunca enchem o seu espírito de gratidão.

Feliz é aquele que saboreia a felicidade nas coisas simples da vida. Triste é quem demora muito tempo na vida sem entender o que é simples. Feliz é aquele que regozija-se com a felicidade de um amigo. Infeliz é aquele que é incapaz de sentir alegria pela felicidade do outro, pois vive com o coração carregado de amargura.

O poder da gratidão é a chave mestra para o caminho minimalista. Pobre é aquele que precisa de muito para ser feliz, e nunca se sente satisfeito. Vive em estado maximalista, sobrecarregado com o acúmulo de coisas e afazeres.

Que possamos hoje, apertar o “pause” e perceber onde estamos, como chegamos até aqui e tudo o que temos para agradecer. A gratidão tem o poder de nos trazer para o presente e dos libertar de sentimentos ruins como a raiva, a culpa e o medo disfuncional. Vale a pena experimentar, é mágico!

Texto de Gianini Ferreira

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