Tempo de esperança?

Gianini Ferreira

É tempo de esperança e precisamos saber como o pensamento a influencia para cuidarmos melhor da nossa saúde mental.

Os nossos pensamentos podem nos causar esperança ou desesperança. Sendo que, a esperança é um valor minimalista crucial, pois influencia a nossa capacidade de confiar no que é essencial para criar uma vida minimalista.

Alimentar a esperança de que nada nos faltará é libertador. Ao fazermos isso, estaremos nutrindo a nossa mente de confiança e gratidão, o que eu chamo de viver em estado minimalista. O oposto disto é viver continuamente com a sensação desconfortável de que algo nos falta.

Nós podemos escolher como pensar, aliás, esse é o nosso maior e mais importante poder de escolha. Sabe por que? Porque nós não somos a nossa mente, ela é uma ferramenta que podemos aprender a governar. Para se aprofundar nisso, eu recomendo que você leia o meu livro Mindset de Mudança, disponível na Amazon.

Para criar um estilo de vida minimalista precisamos saber como o pensamento influencia a esperança.

Agora, deixe-me dar dois exemplos de pensamentos que influenciam a nossa esperança e impactam uma vida minimalista.

O pensamento de escassez

Questões climáticas

O pensamento de escassez está intrinsecamente relacionado ao medo, uma emoção raiz natural nos seres humanos. Na história da evolução humana, a nossa espécie precisou ser criativa e desenvolver habilidades para sobreviver. Principalmente, devido a questões climáticas, desenvolvemos conhecimentos sobre como armazenar e preservar os alimentos, como medida de segurança.

Questões de guerra e hiperinflação

Outras razões históricas que alimentam o pensamento de escassez vêm dos países que passaram por guerra ou por períodos de hiperinflação, causando falta de abastecimento. Em situações assim, o medo natural transforma-se em um medo psicológico coletivo, deixando as pessoas descontroladas.

Questões de privação

Por razões de padrão de vida e pouca renda, quem passou por longos períodos de privação também pode desenvolver o pensamento de escassez. Mesmo que um dia a pessoa melhore de padrão de vida, o fato de ter renunciado durante muito tempo às necessidades básicas ou desejos, a crença de de que algo pode faltar influenciará o seu comportamento de compra, ou seja, os nossos hábitos de consumo serão guiados por ela.

Para saber como os hábitos funcionam e como podemos modificá-los, recomendo a leitura do livro O Poder do Hábito, de Charles Duhigg. Mas, se preferir economizar, eu detalhei o Modelo do Hábito de Duhigg no meu livro Mindset de Mudança, pesquise e veja que a diferença de preço é bem atrativa.

Podem existir outros, mas eu elenco os fatores acima como os que mais alimentam o pensamento de escassez. Também entendo que eles são bem compreensíveis, contudo, passíveis de mudança. Acrescento uma última hipótese, relacionado ao grupo de pessoas privilegiadas que já nasceram em lares onde não tiveram nenhum tipo de privação. Neste caso, o medo deste grupo é de perder o que tem, de descender no padrão de vida.

O pensamento de abundância

Desenvolver o pensamento de abundância é um grande desafio mas, ao mesmo tempo, possível. O primeiro passo é reconhecer o quanto o pensamento de escassez tem influenciando o nosso comportamento, para em seguida, decidir mudar. Abaixo deixo algumas dicas sobre como mudar:

  • Seja grato pelo que você é, como você está e pelo que tem.
  • Crie o hábito de apreciar as coisas da sua vida, prestando atenção aos detalhes de cada item.
  • Tenha consciência sobre as coisas que tem e como elas chegaram até você.
  • Simplifique a sua vida e encontre um modelo que atenda às suas expectativas. É óbvio, tenha clareza sobre quais são as suas expectativas.
  • Minimize as questões da sua vida que roubam seu tempo e geram preocupações movidas pelo pensamento de escassez.
  • Vigie os pensamentos e, quando sentir a sensação de falta, substitua o pensamento dando foco na solução, não no problema.
  • Questione os seus pensamentos.

Como o pensamento influencia a esperança

Parte do impulso consumista vem da insegurança exagerada sobre o futuro, levando-nos a acumular coisas, comprando mais do que realmente precisamos. Consequentemente, isso gera desperdício e reduz os nossos recursos financeiros.

Ao exercermos o nosso poder de escolha sobre o que pensar, seremos mais conscientes sobre quais pensamentos estão rodeando a nossa mente. Desta forma, aprenderemos a substituir pensamentos indesejados por pensamentos que fortaleçam a nossa esperança e confiança na vida e nas pessoas.

Exercer o poder de escolha é o principal hábito que devemos cultivar no caminho minimalista. Que nós possamos escolher a esperança, um valor minimalista que nutre o pensamento de abundância, de que nada nos faltará. E, se por acaso faltar, que tenhamos saúde e discernimento para recomeçar.

Os pensamentos formam o nosso mindset, a maneira que enxergamos o mundo. Nós temos o poder de reconfigurar o nosso mindset para gerenciar a maneira como o pensamento influencia a esperança.

Gianini Ferreira é autor, dentre outros livros, de “Mente Minimalista: minimalismo com um novo estilo de vida” e diretor do documentário homônimo, lançados em 2020. Saiba mais em www.youtube.com/menteminimalista

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